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Manejo animal: uma operação de grande impacto na produção de carne


Por Andre Sulluchuco em 16/09/2020

O manejo animal é uma das etapas mais importantes na cadeia de produção da carne, uma vez que repercute significativamente tanto na qualidade quanto na inocuidade do produto final. Dessa forma, os funcionários devem tratar os animais, sejam eles bovinos, suínos ou aves, de uma forma muito ética, sem provocar movimentos bruscos nesses gados, respeitando as respectivas normas e leis dos países nos quais esses operários trabalham. As práticas de manejo animal devem ser implementadas até que o animal chegue à planta de processamento, quando ocorre o abate.

Trata-se de uma situação admitida pelo engenheiro Jason McAlister, fundador da empresa de bem-estar animal Cloverleaf Strategies, que afirmou, em entrevista à CarneTec, que “o manejo malfeito dos animais se reflete claramente nos produtos encontrados nas prateleiras em virtude de sua perda por exsudação e suas características brancas, moles e exsudativas (PSE, na sigla em inglês)”. 

Qualquer ação violenta à qual o animal tiver sido submetido, na fazenda ou no veículo de transporte, causará, sem dúvida, um efeito no sabor e na coloração da carne, completou o especialista estadunidense, mencionando que isso ocasiona rejeição do produto por parte do consumidor e, por sua vez, diminuição nos lucros da empresa de produtos cárneos.

Ele deu o exemplo de que, especificamente, as plantas de pequeno porte devem respeitar tudo o que se refere a, por assim dizer, manejo de bovinos, pois, caso contrário, haverá consequências negativas. “Se apenas um animal for mal manejado, essa ação fará com que a qualidade da carne seja ruim e, portanto, nem as preferências nem a confiança do consumidor sejam atendidas”, afirmou.

Ele garantiu que, diante dessa situação, o manejo animal não deve ser uma operação feita de vez em quando, muito menos de forma opcional, mas sim que seja realizada fielmente em todas as plantas. “A otimização do manejo animal é e deve ser uma operação diária”, declarou.

Para cumprir esse objetivo, ele disse que deve ocorrer um “processo contínuo de aprendizagem” entre os gerentes, diretores e funcionários da planta em relação às leis de bem-estar animal, juntamente com um uso melhor de ferramentas, equipamentos e fatores importantes no âmbito das instalações de processamento.

Além dessas ações, a capacitação científica também é de suma importância, pois todos os envolvidos devem ter conhecimento das alterações fisiológicas que ocorrem nos animais quando são maltratados.

Esse conjunto de esforços, segundo o engenheiro McAlister, garantirá uma uniformidade de conhecimento entre todos os envolvidos; além disso, eles evitarão o cometimento de qualquer erro in situ, para que se garanta uma produtividade operacional e financeira.

O fundador da Cloverleaf Strategies, empresa que presta serviços de consultoria a pequenas, médias e grandes plantas de abate animal na América Latina, afirmou: "somos apaixonados por assessorar cada um dos nossos clientes na área de manejo animal". Ele também declarou o seguinte: "nos agrada muito fornecer-lhes toda a capacitação necessária por meio de uma abordagem sistemática e efetiva".

Agradecimento

Muito obrigado ao eng. Jason McAlister, fundador da Cloverleaf Strategies e especialista em bem-estar animal, por ter nos concedido uma entrevista para a elaboração desta reportagem. Para contratar os serviços de consultoria, ou os cursos on-line (digitais) que ele oferece para as plantas de abate animal, caro leitor, entre em contato hoje pelo e-mail jason@clstrategies.com, ou acesse https://clstrategies.com.


 
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